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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Calculando as coordenadas com o uso do sextante
Consegui um bom resultado usando o sextante para calcular as coordenadas no horário da passagem meridiana do Sol. Para quem gosta do assunto, deixo o vídeo que gravei com explicação dos cálculos realizados. Forte abraço!
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domingo, 9 de setembro de 2012
De Brasília à Aratu/Maragojipe
Taí uma regata que tenho muita vontade de fazer. Meu amigo Luiz, comandante do Regulus, combinou com mais alguns amigos e foram para a edição 2012. Na próxima ele garantiu que vai me chamar! Eu não teria como ir pois me inscrevi antes para a REFENO. Então pedi para que ele contasse como foi essa experiência de sair um pouquinho do mar do cerrado e velejar no mar da Bahia. Eis a sua resposta:
"Fico lisonjeado pelo pedido. Não resta a dúvida que foi pra nós fantástico. Um trecho muito bonito, onde se mistura o mar com o rio e seu delta, com toda a margem ocupada por uma mata tropical intacta, não diferenciando, certamente, daquela vista pelos primeiros navegantes portugueses.
FOTOS DO NILTON.
"Fico lisonjeado pelo pedido. Não resta a dúvida que foi pra nós fantástico. Um trecho muito bonito, onde se mistura o mar com o rio e seu delta, com toda a margem ocupada por uma mata tropical intacta, não diferenciando, certamente, daquela vista pelos primeiros navegantes portugueses.
A largada foi capitaneada por uma fragata da marinha, que atuou como a
CR(Comissão de Regata). Já neste momento foi espetacular para nós,
velejador de lago, que nunca tínhamos visto a grandiosidade de um navio
ao nosso lado.
A regata contou com, aproximadamente, 180 embarcações, entre veleiro
monocasco e catamarã, onde uma dessa última venceu a regata. Teve também uma trimarã com o capitão Lars Grael.
Saímos
em torno das 10:00 na bahia de Aratu,que na verdade é um apêntece da
bahia de Todos os Santos, e chegamos em Maragojipe às
1600 hs. Em todo o percurso tínhamos ventos de 10 a 15 nós com rajadas mais forte.
Não
tinha um metro do percurso que não fosse para nós um cenário
vislumbrante. Tudo maravilhoso; mar se misturando com rio com águas
transparentes.
Na cidade de Maragojipe, todos os barcos fundiaram a uma distância
de 100 a 200 metros da margem. Um enxame humano, no cais, ou dentro dos
saveiros atracados saudava nossa chegada, com foguetes, gritos e salva
de palmas. Era de arrepiar.
No cair da noite, dezenas de canoas vinham pegar as tripulações
para jantar na praça da cidadezinha de Maragojipe, típica cidadezinha
litorânea do Brasil colônia.
Em terra, quando a gente via o
local onde nossa embarcação e outras estavam fundeadas, com os topes
iluminados, dava a sensação que havia uma cidade a frente de nossa
vista. Uma beleza indescritível.
De lambuja, na volta desviamos nossa derrota e atracamos na ilha de
Itaparica. Nenhuma palavra pode descrever a beleza daquela praias.
Para
os amantes da navegação de água doce, ir ao mar é obrigatório, pois ali
é que a gente vê e sente a beleza do oceano e do prazer da navegação.
Pode se organizar que eu voltarei lá com vc."
Veja mais fotos enviadas pelo colega Nilton, um dos tripulantes:FOTOS DO NILTON.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
REFENO - Contagem regressiva
A REFENO está chegando. Faltam 58 dias para embarcarmos. Estarei a bordo do AVOANTE , um velamar 33 dos amigos Nelson e Lúcia, que moram a bordo do veleiro desde 2005. Isso quer dizer que irei viajar para a "casa" deles que tem como endereço o Mar sem Fim, e chegando na "casa" deles, de lá iremos fazer um passeio até Noronha sem sair de "casa".
Trocadilhos à parte, agora só resta contar os dias e pedir que bons ventos nos levem!!!

A bordo do Avoante em Natal
Quando viajarem para Natal, procurem o Capitão Nelson e façam o CURSO DE VELA DE CRUZEIRO
ou um belo passeio pelas águas de Natal.
Trocadilhos à parte, agora só resta contar os dias e pedir que bons ventos nos levem!!!
A bordo do Avoante em Natal
Quando viajarem para Natal, procurem o Capitão Nelson e façam o CURSO DE VELA DE CRUZEIRO
ou um belo passeio pelas águas de Natal.
Almanaque Náutico Brasileiro
O Almanaque Náutico Brasileiro é
uma publicação da Marinha, editada anualmente. É uma ferramenta essencial para o navegador que utiliza a
navegação astronômica. Nas páginas diárias do Almanaque encontramos os dados necessários
para a execução dos cálculos que irão determinar nossas coordenadas. Com as informações do almanaque podemos por exemplo, calcular a hora do nascer do Sol, da Lua, dos
crepúsculos, da passagem meridiana, etc.
Para quem quiser baixar o
Almanaque Náutico 2012 clique aqui.
Um exemplo do uso do Almanaque para cálculo das coordenadas, clique aqui.
Um exemplo do uso do Almanaque para cálculo das coordenadas, clique aqui.
A Altura do Sol na Passagem Meridiana
Para complementar o texto que
escrevi anteriormente sobre A Declinação do Sol e a Eclíptica , falarei
um pouco mais sobre a altura do Sol em
sua passagem meridiana. E o que significa passagem meridiana do Sol? É muito
simples, vamos pensar num exemplo prático: Conforme havia comentado
anteriormente, todo dia o Sol nasce mais ou menos a leste e se pões mais ou
menos a oeste, dependendo de sua declinação. Então, nesse caminho traçado pelo
Sol, vai chegar um momento em que ele vai passar pelo nosso meridiano local,
quer dizer, todos nós estamos localizados na Terra sob algum meridiano, que
seria uma linha imaginária de norte a sul passando por nossas cabeças, em
função de nossa longitude. O Sol traça sua trajetória diária seguindo uma linha
perpendicular ao nosso meridiano (A esse meridiano que passa sobre nossas
cabeças chamamos de meridiano superior). Quando o Sol cruza com nosso meridiano
superior chamamos esse momento de passagem meridiana do Sol. A passagem
meridiana do Sol sempre acontece às 12:00 verdadeiras, nem sempre
correspondendo ao meio dia local, pois para sabermos qual o horário local da
passagem meridiana do Sol, temos que fazer uns cálculos em função de nossa
longitude (Deixarei esse assunto para outro texto posterior).
Muito bem, voltando a falar da
altura do Sol na pmd (passagem meridiana). Vamos escolher novamente a data de
20/06/2012 (Solstício de Junho). Vamos supor que minha localização é 15º
sul (latitude) e 045º oeste (longitude). Consultando o Almanaque Náutico e fazendo alguns cálculos observo que a pmd
nesse dia, e nessa longitude, ocorreu às 12:02 (hora legal). Se quiser saber qual
a altura do Sol nesse momento tenho que descobrir primeiro qual a distância do
Sol até meu zênite (o zênite é o ponto de cruzamento de nosso meridiano superior
com uma linha imaginária que sai de nossas cabeças com um ângulo de 90º).
Descubro essa distância zenital com uns cálculos simples associando a latitude
onde me encontro e a declinação do Sol. E, descobrindo a distância zenital,
consigo descobrir a altura do Sol na passagem meridiana. Nesse caso, através
dos cálculos obtive a hora legal da pmd =
12:02 , a distância zenital =
38º26’ , e a altura do Sol na pmd =
51º34’ . Caso eu estivesse na latitude 40º sul , na mesma longitude de 45º
oeste, nessa mesma data de 20/06/2012, teria hora legal da pmd = 12:02 , dist. Zenital = 63º26’ , altura do Sol na pmd = 26º34’.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
A Declinação do Sol e a Eclíptica
Muitos de nós sabemos que a Terra
gira em torno do seu eixo em seu movimento diário, e que esse eixo tem uma
inclinação de 23,5 graus. E, ao mesmo tempo, a Terra gira em torno do Sol num
movimento elíptico durante o ciclo de 365 dias.
Nesse movimento anual, o que
vemos na prática no nosso dia a dia é um movimento aparente do Sol e dos outros
astros. Mas, quero falar apenas do Sol, que todo dia nasce no nosso horizonte
e, dependendo da época do ano, ele está ao norte ou ao sul do equador celeste,
ou seja, podemos perceber a cada dia que o Sol nasce e se põe em pontos
diferentes. Para exemplificar, vamos fazer uma viagem seguindo
esse movimento aparente do Sol em torno da Terra (Eclíptica): Partiremos na data de 20
de março (equinócio: quando o Sol se encontra no ângulo zero de declinação em
relação ao equador celeste). A partir desse ponto, o Sol toma o rumo norte, aumentando sua declinação norte em relação ao equador celeste. Essa declinação chega no limite quando
chegamos na data de 20 de Junho (Solstício), e o Sol ficou com 23,5 graus de
declinação em relação ao equador celeste. Nesse ponto, inicia-se o verão no
hemisfério norte e o inverno no hemisfério sul, pois conforme vimos que a Terra
gira com seu eixo inclinado, quando o Sol está no Solstício de Junho, o Pólo
Norte está totalmente iluminado pelos raios solares, e o Pólo Sul, está às
escuras.
Recordando, saímos do equinócio
de março e seguimos até chegar no solstício de junho. A partir desse
ponto o Sol começa a regredir em declinação até alinhar novamente com o equador celeste no mês de setembro, dia 22 (equinócio de setembro). Então,
o Sol em seu movimento aparente segue para o sul do equador celeste, até que em 21 de dezembro
(solstício), atinge a declinação de 23,5 graus ao sul do equador celeste. Inicia-se o
verão no hemisfério sul, e inverno no hemisfério norte. E, deste ponto em
diante o Sol segue novamente sua trajetória aparente indo para o norte até chegar no equinócio de março, completando
o ciclo da eclítica.
Voltando pro nosso dia a dia,
fica fácil observarmos todo esse movimento. Por exemplo, se estou na latitude
15º sul, no dia 20/06/2012 (solstício de junho),
contemplando o nascer do Sol, se eu colocar a bússola do GPS apontada para o
Sol, ela estará apontando para um ângulo de aproximadamente 66º em relação ao
norte verdadeiro. Já se estivéssemos no solstício de dezembro, nesse mesmo
local, o azimute seria aproximadamente 113º.
E, para finalizar, essa
declinação do Sol vai interferir na altura observada do astro para mais ou para
menos, dependendo da latitude onde estivermos e do valor dessa declinação.
Quero dizer que se observarmos o Sol no instante de sua passagem meridiana,
dependendo da data da observação e do local onde estivermos, veremos que a
altura do Sol varia consideravelmente. Dito isso, fica claro que é muito raro o
momento em que podemos afirmar que o Sol está exatamente sobre nossas cabeças.
Link com animação: http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,POR-41-,00.html
Aqui uma imagem de forma simplificada:
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
A Ciência e a Arte da Navegação
"A
Ciência e a Arte da Navegação" é uma obra fantástica, livro de cabeceira
de muitos navegadores. Todo navegante apaixonado pela navegação com
certeza buscou e busca conhecer um pouco mais dessa ciência e arte nessa
obra do cmte Miguens. A Marinha disponibiliza
todo esse material on line. O pouco que sei e o muito do que não sei
está nessa obra. Podemos afirmar que se trata da carta magna dos
navegantes. Para quem pretende se habilitar como mestre ou capitão
amador, é a fonte de estudos primordial (sem desmerecer ótimos livros,
cds e dvds que existem no mercado náutico). No entanto, é um material
gratuito, e que vai além do que se pede nas provas para mestre e
capitão.
E o que é a ciência e a arte de navegar?
Acho que só conseguimos definir a arte da navegação quando realmente nos apaixonamos pela ciência da navegação, pois nesse momento percebemos a beleza de se navegar, de lidar com os ventos, de apreciar o tempo, de seguir os rumos, de contemplar os astros, de admirar a passagem meridiana do Sol, e tantas coisas que nos fascinam quando nos tornamos navegantes.
E o que é a ciência e a arte de navegar?
Acho que só conseguimos definir a arte da navegação quando realmente nos apaixonamos pela ciência da navegação, pois nesse momento percebemos a beleza de se navegar, de lidar com os ventos, de apreciar o tempo, de seguir os rumos, de contemplar os astros, de admirar a passagem meridiana do Sol, e tantas coisas que nos fascinam quando nos tornamos navegantes.
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